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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Líbia- rebeldes tomam Trípoli

Assim como o ocorrido na Tunísia e no Egito,   a  Líbia enfrentou  a maior revolta popular das últimas décadas tem por objetivo derrubar o ditador Muamar Kadafi, que governava o país desde 1969.
http://veja.abril.com.br/assets/pictures/46735/Libia-Rebelde-vigia-T
ripoli-de-revide-das-forcas-de-seguranca-de-Kadafi-size-598.jpg?1314027930
 Kadafi chegou ao poder por meio de um golpe de Estado, que depôs a monarquia de então.
 A situação do país, localizado no norte da África, é mais um capítulo da forte onda de manifestações populares no mundo árabe-muçulmano.
 Há ainda revoltas  no Iêmen e no Bahrein e começam a chegar a Marrocos, Argélia e Omã.

Os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em meados de fevereiro para contestar o líder Muammar Kadafi, no comando do país desde a revolução de 1969. Mais de um mês depois, no entanto, os protestos evoluíram para uma guerra civil que cindiu a Líbia em batalhas pelo controle de cidades estratégicas.
A violência dos confrontos entre as forças de Kadafi e a resistência rebelde, durante os quais 
 Nesta segunda-feira, dia 22 de agosto de 2011, após seis meses de fortes enfrentamentos, os rebeldes líbios romperam a segurança militar do coronel e invadiram a capital Trípoli.
 Desde domingo à noite, os insurgentes estão nas ruas comemorando vitórias, como o controle de 95% da cidade e a prisão de Seif al-Islam, o porta-voz do regime, filho de Kadafi e considerado o sucessor natural do pai. 
Sem Kadafi, o futuro da Líbia é incerto, mas os desafios imediatos do país logo após a queda do ditador já são conhecidos: a forte rivalidade tribal, a divisão leste-oeste, a incoerente liderança rebelde e a ausência de uma sociedade civil".

Fonte:http://veja.abril.com.br/assets/
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Levantes no mundo árabe

Parte 2

Continuam os conflitos no Egito.

Confiram o resumo dos principais episódios até a queda do  presidente egípcio Hosni Mubarak.

Dia 1º de fevereiro de 2011:  No oitavo dia de intensos protestos anti-governamentais, mais de 1 milhão de pessoas saíram às ruas de todo país protestando contra o governo, na chamada "Marcha do Milhão". Os conflitos podem ter deixado cerca de 300 mortos, segundo a ONU. No poder desde 1981, o presidente egípcio, Hosni Mubarak, garantiu que não irá tentar a reeleição, em discurso transmitido pela emissora de TV estatal.  (ZERO HORA)
 Pouco antes da “marcha dos milhões”, o Exército anuncia que “reconhece as reivindicações legítimas do povo” e que “não usará força para reprimir protestos pacíficos”. Durante o dia, um milhão de pessoas se reuniu na Praça Tahrir, dando início ao maior protesto contra Mubarak desde o início do levante. De noite, Mubarak anuncia que não concorrerá nas eleições de setembro e afirma que, no resto de seu mandato, “responderá às demandas do povo”.


Dia 02/ 02 /2011:  Os apoiadores civis de Mubarak vão às ruas com cavalos e chicotes enfrentar os protestos opositores. A oposição continua sua mobilização.

O exército pede o fim dos protestos, mas os manifestantes voltaram à Praça Tahrir no fim da manhã para continuar os pedidos pela renúncia de Mubarak. 
Em pouco tempo iniciam-se os confrontos entre os dois grupos que  atiravam paus e pedras uns nos outros e há relatos de que os partidários de Mubarak invadiram a praça montados em camelos e cavalos. Horas depois do início dos combates, o Exército interferiu. Os quartos de repórteres estrangeiros, inclusive o do Estado, são invadidos pela polícia, que buscava câmeras.


Dia 03/02/2011:  Os enfrentamentos adentram a madrugada. O novo premiê egípcio, Ahmed Shafiq, pede desculpas pela violência no dia anterior. Em entrevista à TV estatal, o vice-presidente Omar Suleiman convida a Irmandade Muçulmana para um diálogo nacional e critica a rede de TV Al-Jazira. A quinta-feira também é de violência para jornalistas estrangeiros no Cairo. Partidários do regime cercam o hotel onde a maioria dos repórteres está hospedada. Há relatos de prisões, abusos de autoridade e confisco de material. Dois jornalistas brasileiros, da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) passam a noite na cadeia.

Manifestantes
Dia 04/02/2011: A oposição continua desafiando a repressão e 100 mil pessoas se reuniram na praça Tahrir, no Cairo. Os manifestantes batizaram esta sexta de o “Dia da Partida”. O ditador não caiu, mas seu governo cedeu e pediu que a oposição entregue um documento com suas principais exigências, o que foi considerado um sinal de fraqueza. Em Washington, Obama elevou o tom e os EUA começaram a negociar um plano para tirar Mubarak de cena, instaurar um governo de transição e encerrar a crise, segundo o jornal The New York Times.


Dia 05/02/2011:  Após 12 dias de protestos, a alta cúpula do Partido Nacional Democrático (PND), legenda governista do Egito, renunciou. Entre os dirigentes que caíram estão Gamal Mubarak, filho do presidente Hosni Mubarak, e Safwat el-Sharif, secretário-geral do partido. Hossam Badrawi assumirá o posto de El-Sharif. O primeiro-ministro, Ahmed Shafiq, disse que a estabilidade está sendo retomada no país, e se mostrou confiante de que haverá uma solução para a crise sem a saída imediata de Mubarak.


Dia 06/02/2011:   Governo se reúne para negociar com a oposição e oferece uma série de concessões, como o fim do estado de exceção, a formação de um comitê para reformar a Constituição, a libertação de prisioneiros políticos e fim das restrições à imprensa. Os opositores, porém, saíram descontentes com as concessões e seguiram pedindo a renúncia de Mubarak e a dissolução do Parlamento.

Dia 07/02/2011:  As reuniões entre governo e oposição seguem, mas sem muitos avanços. A administração de Mubarak realiza sua primeira reunião ministerial desde a queda do gabinete e decide pelo aumento do salário de funcionários públicos. O executivo do Google e ativista, Wael Ghonim, é libertado após quase duas semanas preso, o que teria grande influência nos protestos no dia seguinte.

Dia 08/02/2011:   Ghonim dá uma entrevista emocionante a uma televisão local e discursa para os manifestantes na Praça Tahrir. Os protestos ganham novo fôlego. Suleiman segue com as negociações com os opositores, mas as forças políticas contrárias a Mubarak não se dão por satisfeitas com as propostas do governo.

Dia 09/02/2011:   Os confrontos violentos entre os manifestantes e a polícia se espalharam para outras áreas do país. Ghonim, que se tornara símbolo dos protestos, afirma que “hora de negociar já passou”. A Casa Branca volta a criticar o governo egípcio e pede que as autoridades façam mais pelos manifestantes.  O chanceler egípcio, porém, critica os americanos por tentarem “impor sua vontade sobre o governo do Egito”.



Dia 10/02/2011:   Mubarak anuncia que passou seus poderes efetivos ao vice-presidente, Omar Suleiman, que agora tem o poder sobre os militares. A multidão se enfurece e ruma em direção ao Palácio Presidencial e à sede da televisão estatal. Opositores dizem que a revolução egípcia começou.
Hossan Badrawi, chefe do Partido Nacional Democrático (PND), diz que seria surpreendente se Mubarak continuasse no poder até a sexta-feira. O Exército afirma que vai interferir na crise para garantir a “salvaguarda do país” e anuncia que “as exigências dos manifestantes seriam atendidas”. Um pronunciamento de Mubarak anunciando sua renúncia é esperado para as 22h locais (18h em Brasília). O número de manifestantes na Praça Tahrir aumenta, bem como a presença militar no centro do Cairo.


Dia 11/02/2011:

Hosni Mubarak cedeu às pressões e por volta das 18 horas locais (14 horas em Brasília), o vice-presidente Omar Suleiman vai à televisão estatal e anuncia: “O presidente Hosni Mubarak deixa a presidência e delega os assuntos do Estado ao Conselho Supremo das Forças Armadas”. A ditadura de 30 anos de Mubarak termina. 
Em êxtase, a oposição e os egípcios foram às ruas comemorar e celebrar em clima carnavalesco a vitória pacífica da sua "Revolução Branca". Na praça Tahrir (Libertação), epicentro dos protestos, as pessoas se abraçavam, mal conseguindo acreditar que o "Faraó" havia sido derrubado.

Referência bibliográfica:

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Levantes no mundo árabe

Parte 01

Podemos afirmar que um verdadeiro terremoto político e social sacode o mundo islâmico.


1- Tunísia- fim de uma ditadura de 23 anos

Nome Oficial:  República da Tunísia
Governo: República Presidencialista
Divisão administrativa: 24 governadorias
Capital: Túnis
Cidades Principais: Túnis, Sfax, Ariana, Sousse e Ettadhamen.
População: árabes tunisianos (99%) e berberes (1%).
Idioma: árabe (oficial), berbere e francês
Clima: mediterrâneo (invernos frios e verões quentes e secos) na região litorânea e tropical árido no restante do território.
Economia: é diversificada. Depende do turismo, mineração, agricultura, indústria e as exportações para a UE. 

Em 17 de Dezembro, Mohammed Bouazizi, um bacharel desempregado de 26 anos da cidade de Sidi Bouzid, imolou-se pelo fogo numa tentativa de suicídio. Pouco antes,  agentes da polícia tinham apreendido a sua mesa de venda ambulante e confiscado as frutas e legumes que vendia porque ele não tinha uma licença para isso. Morreu 19 dias mais tarde, já em pleno levantamento popular.
Em Tunis, protesto contra o governo da Tunísia – 18/01/2011
Em Tunis, protesto contra o governo da Tunísia
Esse ato desesperado  fez explodir  a frustração geral quanto aos níveis de vida, à corrupção e à falta de liberdade política e de direitos humanos naquele país. Nas quatro semanas seguintes, houveram várias manifestações, com queima de pneus e gritos de palavras de ordem exigindo empregos e liberdade. Os protestos se espalharam a todo o país incluindo a capital, Túnis.
A primeira reação do regime foi endurecer a sua atitude e usar a força brutal. Quanto mais violenta se tornou a repressão policial, mais as pessoas foram ficando furiosas e mais foram para as ruas. Em 28 de Dezembro o presidente fez um primeiro discurso dizendo que os protestos eram organizados por “uma minoria de extremistas e terroristas” e que a lei seria aplicada “com toda a firmeza” para punir os grupos  que protestavam.
No  começo do novo ano, dezenas de milhares de pessoas, manifestavam-se em dezenas de cidades. Sindicatos apelaram à greve do comércio em todo o país,  advogados entraram em greve, paralisando de imediato todo o sistema judicial.
Entretanto, o regime começou a atacar bloguistas, jornalistas, artistas e ativistas políticos. Proibiu todo o tipo de discordância, mesmo nas redes sociais. Mas, após quase 80 mortos pelas forças de segurança, o regime começou a recuar.
Em 13 de Janeiro, Ben Ali fez a sua terceira intervenção televisiva, demitindo o ministro do Interior e anunciando concessões sem precedentes, ao mesmo tempo que prometia não se recandidatar nas eleições de 2014. Também prometeu introduzir mais liberdades na sociedade e investigar as mortes de manifestantes. Porém esta manobra só acirrou   os protestos, e ele fez novo discurso  prometendo novas eleições gerais no prazo de seis meses na esperança de parar os protestos massivos.
Como este truque também não teve resultado satisfatório, impôs o estado de emergência, demitindo todo o governo e ameaçando fazer sair o exército com ordens para matar. Todavia, como o general do exército Rachid Ben Ammar se recusou a ordenar às suas tropas que disparassem contra os manifestantes nas ruas, Ben Ali não teve outra alternativa senão fugir do país e da cólera do seu povo.


Em 14 de Janeiro, ele e os seus colaboradores mais próximos fugiram em quatro helicópteros para a ilha mediterrânica de Malta. Como Malta se recusou a recebê-los, rumaram para a França. Ainda no ar, os franceses fizeram saber que não lhes permitiriam a entrada. Então o avião voltou para trás, para a região do Golfo, até que finalmente foi autorizado a aterrar e foram bem recebidos na Arábia Saudita. 
Sabe-se que,  poucos dias antes de o presidente deposto ter deixado Túnis, a sua mulher, Leila Trabelsi, retirou uma tonelada e meia de ouro do banco central e partira para o Dubai com os filhos. A primeira dama e a família Trabelsi são desprezadas pelo público devido ao seu estilo de vida corrupto e aos escândalos financeiros.Houve então, pela Tunísia, campanha de violência e destruição em um ambiente de  discórdia e a confusão. Mas o exército,  tratou rapidamente de  parar essa onda de destruição, impondo o recolher obrigatório em todo o país.
A maior parte dos países ocidentais, incluindo os EUA e a França, demoraram a reconhecer esta precipitação de acontecimentos. O presidente Barack Obama após a deposição de Ben Ali declarou: “os EUA juntam-se a toda a comunidade internacional para testemunhar este combate corajoso e determinado pelos direitos universais que todos temos obrigação de apoiar”. E continuou: “Recordaremos sempre as imagens do povo tunisino procurando fazer ouvir a sua voz. Aplaudo a coragem e a dignidade do povo tunisino”.
Do mesmo modo, o presidente francês Nicolas Sarkozy, não só abandonou o seu aliado tunisino recusando recebê-lo quando o seu avião se encontrava no ar, como deu ordem aos parentes de Ben Ali residentes em apartamentos de luxo em Paris para abandonarem o país.


O 14 de Janeiro de 2011 tornou-se, sem dúvida, um marco na história moderna do mundo árabe. 


Espalham-se movimentos oposicionistas e protestos públicos contra a repressão política e a corrupção econômica no Egito, na Jordânia, na Argélia, na Mauritâniana,na Líbia, no Iémen e no Sudão. 
O regime do presidente Zein-al-Abidin Ben Ali ( uma ditadura de 23 anos),  representava aos olhos do seu povo não apenas as características de uma ditadura sufocante, mas também as de uma sociedade mafiosa trespassada de corrupção generalizada e de ataques aos direitos humanos.


2- Egito - crise de uma ditadura de 30 anos


O Egito, ou, República Árabe do Egito, localiza-se norte da África, na fronteira com o Mar Mediterrâneo, entre a Líbia, a Faixa de Gaza e o Mar Vermelho do Sudão, incluindo a Península do Sinai.
O Egito foi governado por reis - e até rainhas - por mais de 3.000 anos.
A Riviera do Mar Vermelho se estende por mil milhas ao longo da costa leste do Mar Vermelho. As areias puras e douradas da Riviera do Mar Vermelho são abraçadas pelas águas cristalinas e mornas e seus visitantes podem aproveitar o sol durante o ano todo.
Pouca chuva cai sobre o Egito, então quase todos moram ao longo da única fonte de água,o Rio Nilo. Este rio toca em apenas 4% das terras do Egito, fazendo do Egito um dos lugares mais abarrotadas do mundo.
Cairo, a capital da nação, é a maior cidade árabe e a maior cidade da África. É tão apinhada que as pessoas moram em prédios cuja construção nem está terminada ainda. Apesar de tudo, os egípcios são conhecidos por seu ótimo senso de humor e hospitalidade.
CIDADES DO EGITO (PRINCIPAIS)Cairo, El Gîza, Alexandria.
Produtos Agrícolas: algodão em pluma, arroz, trigo, cana-de-açúcar, milho, tomate.
Mineraçãopetróleo, gás natural, manganês, sal de fosfato, minério de ferro, urânio, carvão.
Indústriaalimentícia, refino de petróleo, têxtil.


Uma onda de protestos  acontecem no Egito,
 desde o dia 25 de janeiro. 
O atual presidente egípcio, Hosni Mubarak, a 30 anos  dirige o país. Mubarak, como presidente, é o chefe de Estado do Egito, enquanto o primeiro-ministro é o chefe de governo. O primeiro-ministro e o gabinete de ministros são indicados pelo presidente - que pode desfazer esse gabinete e convocar novos membros.
Os manifestantes que foram às ruas da capital, Cairo, e de outras cidades do país, exigem a saída dele do poder.
Os protestos, que se espalham pelo país, têm o objetivo de forçar a saída de Mubarak - no poder desde 1981.
O governo tenta conter os protestos que iniciaram dia 25 de janeiro, através de medidas como toques de recolher e bloqueio de telefonia e da internet. O toque de recolher foi decretado dia 28 de janeiro e vai das 16h (11h em Brasília) às 8h (3h em Brasília). As Forças Armadas já pediram à população egípcia que evite participar de manifestações públicas e respeite o toque. Parte da telefonia celular no país vai sendo gradualmente restaurada, mas a internet ainda está bloqueada.
Os egípcios se queixam do desemprego, da corrupção e do autoritarismo. Um funcionário do governo norte-americano disse que os protestos são 'uma grande oportunidade' para que Mubarak, um dos principais aliados dos EUA na região, promova reformas políticas.


Segundo o site de  Zero Hora: Uma receita explosiva para qualquer governante desafia o ditador do Egito, Hosni Mubarak: inflação de dois dígitos, desemprego, corrupção endêmica e sistema político asfixiante. Os jovens, maioria no país e sem perspectivas de melhoria de vida, engrossam os protestos contra o regime de Mubarak, que já dura 30 anos.
Veja a cronologia:


De 17 a 20 de janeiro de 2010:Tudo teve início quando em  homem de 50 anos toca fogo em si mesmo em frente ao Parlamento, no Cairo, numa possível reprodução do suicídio de um jovem tunisiano em meados de dezembro que desencadeou a revolta e subsequente derrubada do presidente Zine El Abidine Ben Ali. Nos dias seguintes, mais três egípcios fazem o mesmo — um deles, de 25 anos, não resiste aos ferimentos e morre.


Dia 25 de janeiro:
Insuflados pelo líder da oposição, Mohamed ElBaradei, milhares de pessoas tomam as ruas do Egito pedindo a renúncia do presidente do país, Hosni Mubarak. Nos confrontos com a polícia, dois manifestantes morrem em Suez e um policial é morto no Cairo.

Dia 26 de janeiro:
As manifestações se espalham dos grandes centros para cidades menores, aumentando em número e violência. No Cairo, um policial e um manifestante são mortos, enquanto em Suez 55 protestantes e 15 homens da força anti-motim são feridos.

Dia 27 de janeiro:
Diante do saldo violento, com mais um jovem morto em Sinai, a Casa Branca cobra providências do governo do Cairo para evitar os embates, enquanto a União Européia chama atenção para o direito de protestas da população.

Dia 28 de janeiro:
O saldo da violência chega a 13 mortos, centenas de feridos e quase mil presos. Os protestos aumentam e manifestantes tocam fogo no prédio do governo em Alexandria e na sede do Partido Democrático Nacional. Os serviços de internet são derrubados e ElBaradei diz que está pronto para liderar a transição, enquanto Mubarak impõe toque de recolher e promete reform
as.



Dia 29 de janeiro:

O presidente egípcio, Hosni Mubarak, designou um vice-presidente, o chefe da inteligência Omar Suleiman, pela primeira vez em 30 anos, e um novo primeiro-ministro, ambos com cargo de general, para tentar sufocar a rebelião já deixa mais de 90 mortos.

Dia 30 de janeiro:

O presidente egípcio, Hosni Mubarak, visitou um centro de operações do exército e ordenou que o toque de recolher no Cairo, Alexandria e Suez seja ampliado em uma hora. O toque de recolher, instaurado na sexta-feira devido aos protestos da população para exigir a renúncia de Mubarak, foi gradualmente ampliado, mas não é respeitado pela população. Neste domingo, as autoridades egípcias ordenaram à polícia antimotins que volte a atuar em todo o país, depois de dois dias nos quais esteve virtualmente ausente, quando ocorreram diversos saques enquanto o exército lidava com uma revolta popular.

Dia 31 de janeiro:
O movimento contra o regime convocou uma greve geral por tempo indeterminado. Durante a manhã, a emissora estatal egípcia anunciou a formação de um novo governo no país, substituindo o governo dissolvido na sexta-feira. Na mudança mais significativa, o criticado ministro do Interior — responsável pelas forças de segurança — foi substituído.

O exército anunciou que não usará a força contra os manifestantes e declarou que considera as demandas do povo "legítimas". O último provedor de internet egípcio ainda em funcionamento, o Grupo Noor, caiu nesta segunda-feira, deixando o país sem acesso à rede.

Curiosidade: