Ijuí - Escola Ruyzão - Geografia - Ver o mundo com um outro olhar ... Venha comigo!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Volta às aulas 2011

Tem início neste segunda-feira, 28, as aulas da rede pública do Rio Grande do Sul. 
Portanto, iniciamos juntos, toda comunidade escolar (direção, professores, funcionários, alunos  e pais) , mais um ano letivo.
De acordo com o calendário escolar 2011, as aulas estão previstas para ocorrerem até o dia 22 de dezembro, contemplando os 200 dias letivos e 800 horas/aula por ano exigidos na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da Educação Nacional.
                                               Queridos alunos do RUYZÃO:
                               Ótimo ano letivo para todos.       Que seja um ano de muito sucesso.        
  Muita vontade de estudar, de aprender de trocar experiências, de fazer amigos, ...                                   

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Conhecendo paises.

Estamos lendo diariamente em todos os jornais, assistindo na TV, ouvindo nas rádios, falando com amigos,  sobre os países árabes e seus recentes acontecimentos envolvendo manifestações contra os governos ditatoriais.  Aqui mesmo no blog estamos fazendo postagens sobre o assunto.
Como o assunto agora é a Líbia e as mobilizações e protestos contra o governo de Muammar Kadhafi, iremos conhecer um pouco mais desse país.

A Líbia é um país africano localizado no norte do continente.
 Limita-se ao norte com o Mar Mediterrâneo e a Tunísia; a oeste, com a Argélia; ao sul, com Níger e Chade; e leste, com o Sudão e o Egito. 
Sua capital é a cidade de Trípoli. 
IDH (Índice de Desenvolvimento Humano): 0,755 (alto). 


Nome oficial: Grande Jamahira Árabe Popular Socialista da Líbia (Jamahiriya al-'Arabiya al-Libiya ash-sha'biya al-ishtirakiya).
Cidades principais: Trípoli (1.682.000), Benghazi (804.000) (aglomerados) (1995); Misratah (121.700), Az Zawiyah (89.300) (1988). 
Idioma: árabe (oficial). 
Forma de governo: Ditadura militar desde 1969. 
Divisão administrativa: 3 províncias, 10 governadorias e 1.500 comunas.
Partido político: União Socialista Árabe (único legal). 
Legislativo: unicameral - Congresso Geral do Povo, com 1.112 membros da União Socialista Árabe. 

Moeda: Dinar.


Clima:  próximo ao Mar Mediterrâneo  é mediterrânico.
 No centro do país o deserto do Saara produz outra característica climática, marcada pelo calor e pela escassez de água, uma vez que na Líbia não existe nenhum rio que corre o ano inteiro (são temporários), além disso, há uma grande incidência de tempestades de areia. 
É árido subtropical (N) e tropical (S).


Economia:  é dirigida pelos princípios socialistas, ou seja, economia planificada. A base econômica advém da extração e exportação do petróleo, sendo  o responsável por  grande parte do PIB (Produto Interno Bruto). Por ter um número de habitantes modesto, o país apresenta uma das melhores rendas per capita do continente africano, entretanto, isso não reflete em qualidade de vida para toda população, tendo em vista que as classes menos favorecidas geralmente não têm acesso aos alimentos, fato proveniente de restrições nas importações. 
Agricultura: cevada, trigo, tâmara. 
Pecuária: camelos, ovinos, caprinos, aves.
Mineração: petróleo, gás natural. 
ndústria: refino de petróleo, petroquímica, siderúrgica (ferro, aço), materiais de construção (cimento), alimentícia. 


Queres conhecer  a história da Líbia? Leia AQUI.


Leia AQUI : Líbia: as fissuras de uma sociedade tribal e sem instituições.Batalhas violentas entre partidários e opositores de Kadafi podem levar à sua queda.

Dois interessantes infográficos .  Confira aqui e aqui.

Fique por dentro das notícias. Leia mais sobre as revoltas. 

Referência Bibliográfica:

http://www.brasilescola.com/geografia/libia.htm
http://www.portalbrasil.net/africa_libia.htm
http://grupoviagem.uol.com.br/
http://www.luventicus.org/mapaspt/africa/libia.html
http://notasedestaques.blogspot.com/2011/02/crise-na-libia-tem-potencial-de.html

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Protestos se espalham por países submetidos a regimes autoritários

    

ARTIGOS E REPORTAGENS DA MÍDIA

 

**  Leia aquiI uma " Análise: impacto da revolução egípcia no  Oriente Médio pós- Mubarak”.

 

** Testemunhas de protestos falam em massacre na Líbia. Leia aquiI esta importante notícia do UOL notícias.

 

**Manifestantes voltam a ocupar praça no Ahrein.  Reportagem AQUI."


** "Uma rebelião além do Nilo.  Leia AQUI  o que o jornalista de ZERO HORA, Luis Antônio Araújo escreveu no dia 13/02/2011. 


** A BBC BRASIL em18 de fevereiro, 2011, escreveu:  Protestos no  Oriente  Médio: país por país. Leia na íntegra essa reportagem AQUI.


** Marroquinos protestam por reformas e limitação do poder da monarquia que governa o país. Jovens marroquinos lançaram no Facebook movimento por nova Constituição.  Reportagem na Zero Hora
20 de fevereiro - Cartazes carregados pelos manifestantes continham frases como o rei deve reinar, e não governar e o povo quer uma nova Constituição em protestos em várias cidades do Marrocos  Foto: AFP
20 de fevereiro - Cartazes carregados pelos manifestantes continham frases como "o rei deve reinar, e não governar" e "o povo quer uma nova Constituição" em protestos em várias cidades do Marrocos
Foto: AFP http://noticias.terra.com.br/mundo/fotos/0,,OI147448-EI294,00-Manifestacao+no+Marrocos+pede+menos+poderes+para+o+rei.html
Na Líbia, país fortemente controlado pelo revolucionário líder Muamar Kadafi, a população entra em sangrento confronto com as forças de segurança.
Líbia completa uma semana de manifestações e violência. Reportagem completa AQUI.



Levantes no mundo árabe

Parte 3

A crise política que atinge pelo menos 12 países muçulmanos no Norte da África e no Oriente Médio causa protestos generalizados em algumas regiões e ações isoladas em outras. 


Para os estudiosos, há uma junção entre a comunicação no mundo globalizado e a insatisfação popular em decorrência do empobrecimento da sociedade, além da ausência de perspectivas, que culmina no chamado efeito dominó. O professor doutor em Relações Internacionais e professor de história pela Universidade de Brasília (UnB) Carlos Eduardo Vidigal defende que há uma reação ao autoritarismo associada à velocidade das informações no mundo globalizado. 

Clique aqui e veja o mapa dos regimes autoritários e democráticos do mundo.

 Vamos saber mais sobre outros países que apresentam protestos: 


MARROCOS
Marrocos (Norte da África) - situa-se no noroeste da África e está separado da Europa pelo estreito de Gibraltar. 
Capital: Rabat
GovernoMonarquia parlamentarista 
É um país muçulmano em que as influências espanholas e francesas se adaptaram à rica tradição cultural árabe e berbere. Seu território, cortado por altas cordilheiras, é de modo geral menos quente e seco que o dos países vizinhos.
Ameaçado por manifestações, o rei Mohammed VI, que está há mais de dez anos no poder, adota medidas para evitar revoltas. Porém, nos últimos dias houve pequenos protestos em algumas cidades do país. Na família real há divisões, um dos primos do rei defende a abertura política e critica a gestão de Mohammed VI. 
JORDÂNIA  


Jordânia (Oriente Médio) - País do Sudeste Asiático, localizado no litoral do mar Mediterrâneo.
ContinenteÁsia
Nome Oficial:  Reino Hachemita da Jordânia
 Amã, é a capital da Jordânia. 
 A cidade de Petra éa  atração principal da Jordânia. Outras cidades importantes são: Az-Zarqa, Ar-Rusayfah, Al-Mafraq
Clima: árido subtropical
Há 12 anos no poder, o rei Abdullah II mudou a equipe de governo e anunciou reformas. Também adotou a austeridade econômica. A proximidade com a política do governo dos Estados Unidos e a ocidentalização do país, entre outras questões, são alvo de reações populares. Nos últimos dias, houve protestos na região. 

IÊMEN
Iêmen (Sudoeste Asiático) - país da Península Arábica e de regime parlamentarista.
Nome oficial: República do Iêmen (Al-Jumhuriya al-Yamaniya).
Capital: Sanaa.
Cidades principais: Sanaa (972 000), Áden (562 000) (1995); Ta'izz (290 107), Hodeida (246 068) (1993).
Idioma: árabe (oficial)
O presidente Ali Abdullah Saleh está no poder há mais de três décadas. Ele assumiu depois de um golpe militar. O mandato presidencial é de sete anos, mas a cada votação, Saleh tem sido reeleito. 
Os protestos vêm aumentando desde meados de janeiro, exigindo a saída do presidente Ali Abdullah Saleh, que está no poder desde 1978.
Nesta quinta-feira, milhares de manifestantes protestaram em Sanaa em um "dia de ira", pedindo a retirada de Saleh, enquando um número semelhante de apoiadores do governo invadiram a praça central. Na quarta-feira, Saleh disse que não estenderia seu mandato. 
"Vamos continuar protestando até que o regime caia", disse o universitário Murad Mohammed. "Não temos futuro sob as atuais condições."
Dos 23 milhões de iemenitas, 40% vivem com menos de 2 dólares por dia, e um terço passa fome cronicamente.
Os protestos recentes têm sido menores que em semanas anteriores, quando dezenas de milhares de manifestantes foram às ruas. Mas eles estão tendo um início mais espontâneo, e ocorrendo de modo mais violento e estridente.
ARÁBIA SAUDITA
Arábia Saudita (Oriente Médio) - oficialmente é denominada de Reino da Arábia Saudita.
É  um país localizado na Ásia, mais precisamente no oriente médio. 
O clima que predomina na região da Arábia Saudita é o árido quente e uma pequena área ao norte de clima subtropical.
A capital do país é a cidade de Riade e a língua falada no território é o árabe.
O rei Abdullah bin Abdel Aziz está no poder há cinco anos. A lei básica adotada em 1992 declarou que Arábia Saudita é uma monarquia absoluta islâmica governada pelos filhos e pelos netos do rei Abd Al Aziz Al Saud. Organizações não governamentais criticam o desrespeito por direitos humanos no país. Os protestos são isolados e levam à mutilação do corpo de manifestantes. 

Iraque (Oriente Médio) - Os primeiros traços da civilização humana - incluindo a invenção da roda, da matemática e da escrita - estão na região entre os rios Tigres e Eufrates, a Mesopotâmia, que praticamente compõe o Iraque moderno.
Nome Oficial República do Iraque
Capital: Bagdá
Cidade Principais:  Bagdá, Mosul, Irbil, Kirkuk e Basra
No cargo há quatro anos, o primeiro-ministro Nuri Al Maliki enfrenta críticas e protestos internos. Com o regime parlamentaristas, o presidente Jalal Talabani não é lembrando pelos manifestantes. Depois da invasão norte-americana em 2003, o Iraque busca a estabilidade política e econômica. 

LÍBANO
Líbano (Ásia Ocidental) - Nome oficial: República do Líbano (Al-Jumhuriya al-Lubnaniya)
Capital: Beirute. 
Cidades principais: Beirute (1.100.000), Trípoli (240.000) (1991); Zahlah (45.000), Sayda (38.000), Tyr (antiga Sur) (14 000) (1988).
Clima:Mediterrâneo, ameno com invernos chuvosos e verões quentes e secos. Nas áreas montanhosas, o inverno é caracterizado por alta precipitação de neve.
Líbano é o país de língua árabe que tem proporcionalmente o menor número de muçulmanos, com 62% da população. É o histórico território dos fenícios, cuja cultura floresceu por mais de 2 mil anos, a partir de 2.700 antes de Cristo. Esse povo, civilização de mercadores, viveu na Fenícia (antiga Ásia) e organizou o alfabeto fenício...
Em clima de permanente tensão, o país saiu de uma guerra em 2007. Mal assumiu o poder em janeiro de 2011, o primeiro-ministro Najib Mikati enfrenta resistência internas e externas por suas ligações com o grupo Hezbollah. Antes dele, estava no cargo Saad Hariri. Os manifestantes reagem à nomeação de Mikati por acreditar que o Hezbollah exercerá o poder.

Síria (Sudoeste Asiático) - Nome oficial: República Árabe da Síria (Al-Jumhuriya al-'Arabiya as-Suriya). 
Capital: Damasco. 
Cidades principais: Aleppo (1.582.930), Damasco (1.394.322), Homs (540.133), Al Ladhiqiyah (311.784), Hamah (264.348) (1994).
Idioma: árabe (oficial), curdo. 

Clima: mediterrâneo (litoral) e árido (interior)
 Houve manifestações em apoio aos protestos no Egito, mas por enquanto não há referências diretas à gestão do presidente Bashar al-Assad, que está no poder há quase 11 anos, depois de um referendo popular. Ele assumiu o governo com a morte do pai Hafez al-Assad, que foi eleito presidente para cinco mandatos consecutivos. 

Líbia (Norte da África) - Considerada a mais longa ditadura que há no mundo, o presidente Muammar al-Khadafi está no poder há 41 anos. O clima de tensão é constante no país. A partir de 1970, foram expulsos da Líbia os militares estrangeiros e decretada a nacionalização das empresas, dos bancos e dos recursos petrolíferos do país. Há reações isoladas ao governo. 
Na quinta-feira (17/02), os jovens convocaram, pela internet, uma jornada de protestos chamada de “o dia da revolta”. Sob o lema "Revolta de 17 de fevereiro de 2011: para fazer um dia da revolta na Líbia", a página do Facebook do grupo de opositores passou de 4.400 membros na segunda-feira a 9.600 nesta quarta-feira.

Argélia :está localizada no litoral norte da África, é banhada pelo Mediterrâneo. Faz fronteira com a Tunísia, Líbia, Níger, Mali, Mauritânia, Saara Ocidental e Marrocos.
 É o segundo maior país em extensão territorial do continente africano, atrás apenas do Sudão 
Nome oficial: República Democrática e Popular da Argélia  (Al-Jumhuriya al-Jaza'iriya ad-dimuqratia ash-sha'biya).
Capital: Argel.
Cidades principais: Argel (2.561.992) (1998); Oran (609.823), Constantine (443.727) (1987).

Clima: árido subtropical, mediterrâneo (litoral).
No poder há mais de uma década, o presidente Abdelaziz Bouteflika é acusado de comandar o país de forma autoritária e não democrática. Cultos religiosos não islâmicos são limitados, assim como a ação da imprensa é alvo de proibições. Como no Egito, o governo decretou lei de emergência obtendo amplos poderes, mas promete revogar. Protestos têm ocorrido. 

Mauritânia  - O território da Mauritânia abrange mais de um milhão de quilômetros quadrados, uma área equivalente a quatro vezes o Estado de São Paulo. 
O relevo mauritano é caracterizado principalmente pelas áridas planícies do deserto do Saara, ocorrendo algumas formações montanhosas. 
Nome oficial: República Islâmica da Mauritânia (Al-Jumhuriya al-Islamiya al-Muritaniya)
Capital: Nuackchott
Cidades principais: Nuakchott (608.228), Nouadhibou (88.313), Kaédi (40.633) (1996); Kiffa (29.300), Rosso (27.800) (1988).
Clima: árido tropical (N) e tropical de altitude (S).

A Mauritânia é um dos países mais pobres do mundo. Um terço das crianças é subnutrido, e quando há comida, é cara demais para que os pobres possam comprá-la.
Metade da população depende da agricultura e da pecuária para sobreviver. Muitos nômades e agricultores de subsistência tiveram de procurar sustento nas cidades durante a seca que assolou o país nas décadas de 1970 e 80.
O desemprego aflige 30% da população. Mais de 45% estão abaixo da linha nacional de pobreza. Apenas metade da população é alfabetizada.

A escravidão não foi oficialmente abolida até 1980; há ainda as acusações de bolsões de escravidão no interior. O sistema no qual o país se divide também dá margem para a escravidão: há tribos de guerreiros, tribos de músicos e tribos de escravos. 

O presidente Mohamed Ould Abdel Aziz governa com o apoio de uma junta militar, depois que houve um golpe em 2008. O clima no país é tenso em decorrência da disputa por poder das tribos existentes na região. As manifestações são repletas de imolações - que é o ato de atear fogo em si em protesto político, é uma prática antiga comum a alguns segmentos religiosos.AGÊNCIA BRASIL

 Fonte:

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Levantes no mundo árabe

Parte 2

Continuam os conflitos no Egito.

Confiram o resumo dos principais episódios até a queda do  presidente egípcio Hosni Mubarak.

Dia 1º de fevereiro de 2011:  No oitavo dia de intensos protestos anti-governamentais, mais de 1 milhão de pessoas saíram às ruas de todo país protestando contra o governo, na chamada "Marcha do Milhão". Os conflitos podem ter deixado cerca de 300 mortos, segundo a ONU. No poder desde 1981, o presidente egípcio, Hosni Mubarak, garantiu que não irá tentar a reeleição, em discurso transmitido pela emissora de TV estatal.  (ZERO HORA)
 Pouco antes da “marcha dos milhões”, o Exército anuncia que “reconhece as reivindicações legítimas do povo” e que “não usará força para reprimir protestos pacíficos”. Durante o dia, um milhão de pessoas se reuniu na Praça Tahrir, dando início ao maior protesto contra Mubarak desde o início do levante. De noite, Mubarak anuncia que não concorrerá nas eleições de setembro e afirma que, no resto de seu mandato, “responderá às demandas do povo”.


Dia 02/ 02 /2011:  Os apoiadores civis de Mubarak vão às ruas com cavalos e chicotes enfrentar os protestos opositores. A oposição continua sua mobilização.

O exército pede o fim dos protestos, mas os manifestantes voltaram à Praça Tahrir no fim da manhã para continuar os pedidos pela renúncia de Mubarak. 
Em pouco tempo iniciam-se os confrontos entre os dois grupos que  atiravam paus e pedras uns nos outros e há relatos de que os partidários de Mubarak invadiram a praça montados em camelos e cavalos. Horas depois do início dos combates, o Exército interferiu. Os quartos de repórteres estrangeiros, inclusive o do Estado, são invadidos pela polícia, que buscava câmeras.


Dia 03/02/2011:  Os enfrentamentos adentram a madrugada. O novo premiê egípcio, Ahmed Shafiq, pede desculpas pela violência no dia anterior. Em entrevista à TV estatal, o vice-presidente Omar Suleiman convida a Irmandade Muçulmana para um diálogo nacional e critica a rede de TV Al-Jazira. A quinta-feira também é de violência para jornalistas estrangeiros no Cairo. Partidários do regime cercam o hotel onde a maioria dos repórteres está hospedada. Há relatos de prisões, abusos de autoridade e confisco de material. Dois jornalistas brasileiros, da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) passam a noite na cadeia.

Manifestantes
Dia 04/02/2011: A oposição continua desafiando a repressão e 100 mil pessoas se reuniram na praça Tahrir, no Cairo. Os manifestantes batizaram esta sexta de o “Dia da Partida”. O ditador não caiu, mas seu governo cedeu e pediu que a oposição entregue um documento com suas principais exigências, o que foi considerado um sinal de fraqueza. Em Washington, Obama elevou o tom e os EUA começaram a negociar um plano para tirar Mubarak de cena, instaurar um governo de transição e encerrar a crise, segundo o jornal The New York Times.


Dia 05/02/2011:  Após 12 dias de protestos, a alta cúpula do Partido Nacional Democrático (PND), legenda governista do Egito, renunciou. Entre os dirigentes que caíram estão Gamal Mubarak, filho do presidente Hosni Mubarak, e Safwat el-Sharif, secretário-geral do partido. Hossam Badrawi assumirá o posto de El-Sharif. O primeiro-ministro, Ahmed Shafiq, disse que a estabilidade está sendo retomada no país, e se mostrou confiante de que haverá uma solução para a crise sem a saída imediata de Mubarak.


Dia 06/02/2011:   Governo se reúne para negociar com a oposição e oferece uma série de concessões, como o fim do estado de exceção, a formação de um comitê para reformar a Constituição, a libertação de prisioneiros políticos e fim das restrições à imprensa. Os opositores, porém, saíram descontentes com as concessões e seguiram pedindo a renúncia de Mubarak e a dissolução do Parlamento.

Dia 07/02/2011:  As reuniões entre governo e oposição seguem, mas sem muitos avanços. A administração de Mubarak realiza sua primeira reunião ministerial desde a queda do gabinete e decide pelo aumento do salário de funcionários públicos. O executivo do Google e ativista, Wael Ghonim, é libertado após quase duas semanas preso, o que teria grande influência nos protestos no dia seguinte.

Dia 08/02/2011:   Ghonim dá uma entrevista emocionante a uma televisão local e discursa para os manifestantes na Praça Tahrir. Os protestos ganham novo fôlego. Suleiman segue com as negociações com os opositores, mas as forças políticas contrárias a Mubarak não se dão por satisfeitas com as propostas do governo.

Dia 09/02/2011:   Os confrontos violentos entre os manifestantes e a polícia se espalharam para outras áreas do país. Ghonim, que se tornara símbolo dos protestos, afirma que “hora de negociar já passou”. A Casa Branca volta a criticar o governo egípcio e pede que as autoridades façam mais pelos manifestantes.  O chanceler egípcio, porém, critica os americanos por tentarem “impor sua vontade sobre o governo do Egito”.



Dia 10/02/2011:   Mubarak anuncia que passou seus poderes efetivos ao vice-presidente, Omar Suleiman, que agora tem o poder sobre os militares. A multidão se enfurece e ruma em direção ao Palácio Presidencial e à sede da televisão estatal. Opositores dizem que a revolução egípcia começou.
Hossan Badrawi, chefe do Partido Nacional Democrático (PND), diz que seria surpreendente se Mubarak continuasse no poder até a sexta-feira. O Exército afirma que vai interferir na crise para garantir a “salvaguarda do país” e anuncia que “as exigências dos manifestantes seriam atendidas”. Um pronunciamento de Mubarak anunciando sua renúncia é esperado para as 22h locais (18h em Brasília). O número de manifestantes na Praça Tahrir aumenta, bem como a presença militar no centro do Cairo.


Dia 11/02/2011:

Hosni Mubarak cedeu às pressões e por volta das 18 horas locais (14 horas em Brasília), o vice-presidente Omar Suleiman vai à televisão estatal e anuncia: “O presidente Hosni Mubarak deixa a presidência e delega os assuntos do Estado ao Conselho Supremo das Forças Armadas”. A ditadura de 30 anos de Mubarak termina. 
Em êxtase, a oposição e os egípcios foram às ruas comemorar e celebrar em clima carnavalesco a vitória pacífica da sua "Revolução Branca". Na praça Tahrir (Libertação), epicentro dos protestos, as pessoas se abraçavam, mal conseguindo acreditar que o "Faraó" havia sido derrubado.

Referência bibliográfica:

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Levantes no mundo árabe

Parte 01

Podemos afirmar que um verdadeiro terremoto político e social sacode o mundo islâmico.


1- Tunísia- fim de uma ditadura de 23 anos

Nome Oficial:  República da Tunísia
Governo: República Presidencialista
Divisão administrativa: 24 governadorias
Capital: Túnis
Cidades Principais: Túnis, Sfax, Ariana, Sousse e Ettadhamen.
População: árabes tunisianos (99%) e berberes (1%).
Idioma: árabe (oficial), berbere e francês
Clima: mediterrâneo (invernos frios e verões quentes e secos) na região litorânea e tropical árido no restante do território.
Economia: é diversificada. Depende do turismo, mineração, agricultura, indústria e as exportações para a UE. 

Em 17 de Dezembro, Mohammed Bouazizi, um bacharel desempregado de 26 anos da cidade de Sidi Bouzid, imolou-se pelo fogo numa tentativa de suicídio. Pouco antes,  agentes da polícia tinham apreendido a sua mesa de venda ambulante e confiscado as frutas e legumes que vendia porque ele não tinha uma licença para isso. Morreu 19 dias mais tarde, já em pleno levantamento popular.
Em Tunis, protesto contra o governo da Tunísia – 18/01/2011
Em Tunis, protesto contra o governo da Tunísia
Esse ato desesperado  fez explodir  a frustração geral quanto aos níveis de vida, à corrupção e à falta de liberdade política e de direitos humanos naquele país. Nas quatro semanas seguintes, houveram várias manifestações, com queima de pneus e gritos de palavras de ordem exigindo empregos e liberdade. Os protestos se espalharam a todo o país incluindo a capital, Túnis.
A primeira reação do regime foi endurecer a sua atitude e usar a força brutal. Quanto mais violenta se tornou a repressão policial, mais as pessoas foram ficando furiosas e mais foram para as ruas. Em 28 de Dezembro o presidente fez um primeiro discurso dizendo que os protestos eram organizados por “uma minoria de extremistas e terroristas” e que a lei seria aplicada “com toda a firmeza” para punir os grupos  que protestavam.
No  começo do novo ano, dezenas de milhares de pessoas, manifestavam-se em dezenas de cidades. Sindicatos apelaram à greve do comércio em todo o país,  advogados entraram em greve, paralisando de imediato todo o sistema judicial.
Entretanto, o regime começou a atacar bloguistas, jornalistas, artistas e ativistas políticos. Proibiu todo o tipo de discordância, mesmo nas redes sociais. Mas, após quase 80 mortos pelas forças de segurança, o regime começou a recuar.
Em 13 de Janeiro, Ben Ali fez a sua terceira intervenção televisiva, demitindo o ministro do Interior e anunciando concessões sem precedentes, ao mesmo tempo que prometia não se recandidatar nas eleições de 2014. Também prometeu introduzir mais liberdades na sociedade e investigar as mortes de manifestantes. Porém esta manobra só acirrou   os protestos, e ele fez novo discurso  prometendo novas eleições gerais no prazo de seis meses na esperança de parar os protestos massivos.
Como este truque também não teve resultado satisfatório, impôs o estado de emergência, demitindo todo o governo e ameaçando fazer sair o exército com ordens para matar. Todavia, como o general do exército Rachid Ben Ammar se recusou a ordenar às suas tropas que disparassem contra os manifestantes nas ruas, Ben Ali não teve outra alternativa senão fugir do país e da cólera do seu povo.


Em 14 de Janeiro, ele e os seus colaboradores mais próximos fugiram em quatro helicópteros para a ilha mediterrânica de Malta. Como Malta se recusou a recebê-los, rumaram para a França. Ainda no ar, os franceses fizeram saber que não lhes permitiriam a entrada. Então o avião voltou para trás, para a região do Golfo, até que finalmente foi autorizado a aterrar e foram bem recebidos na Arábia Saudita. 
Sabe-se que,  poucos dias antes de o presidente deposto ter deixado Túnis, a sua mulher, Leila Trabelsi, retirou uma tonelada e meia de ouro do banco central e partira para o Dubai com os filhos. A primeira dama e a família Trabelsi são desprezadas pelo público devido ao seu estilo de vida corrupto e aos escândalos financeiros.Houve então, pela Tunísia, campanha de violência e destruição em um ambiente de  discórdia e a confusão. Mas o exército,  tratou rapidamente de  parar essa onda de destruição, impondo o recolher obrigatório em todo o país.
A maior parte dos países ocidentais, incluindo os EUA e a França, demoraram a reconhecer esta precipitação de acontecimentos. O presidente Barack Obama após a deposição de Ben Ali declarou: “os EUA juntam-se a toda a comunidade internacional para testemunhar este combate corajoso e determinado pelos direitos universais que todos temos obrigação de apoiar”. E continuou: “Recordaremos sempre as imagens do povo tunisino procurando fazer ouvir a sua voz. Aplaudo a coragem e a dignidade do povo tunisino”.
Do mesmo modo, o presidente francês Nicolas Sarkozy, não só abandonou o seu aliado tunisino recusando recebê-lo quando o seu avião se encontrava no ar, como deu ordem aos parentes de Ben Ali residentes em apartamentos de luxo em Paris para abandonarem o país.


O 14 de Janeiro de 2011 tornou-se, sem dúvida, um marco na história moderna do mundo árabe. 


Espalham-se movimentos oposicionistas e protestos públicos contra a repressão política e a corrupção econômica no Egito, na Jordânia, na Argélia, na Mauritâniana,na Líbia, no Iémen e no Sudão. 
O regime do presidente Zein-al-Abidin Ben Ali ( uma ditadura de 23 anos),  representava aos olhos do seu povo não apenas as características de uma ditadura sufocante, mas também as de uma sociedade mafiosa trespassada de corrupção generalizada e de ataques aos direitos humanos.


2- Egito - crise de uma ditadura de 30 anos


O Egito, ou, República Árabe do Egito, localiza-se norte da África, na fronteira com o Mar Mediterrâneo, entre a Líbia, a Faixa de Gaza e o Mar Vermelho do Sudão, incluindo a Península do Sinai.
O Egito foi governado por reis - e até rainhas - por mais de 3.000 anos.
A Riviera do Mar Vermelho se estende por mil milhas ao longo da costa leste do Mar Vermelho. As areias puras e douradas da Riviera do Mar Vermelho são abraçadas pelas águas cristalinas e mornas e seus visitantes podem aproveitar o sol durante o ano todo.
Pouca chuva cai sobre o Egito, então quase todos moram ao longo da única fonte de água,o Rio Nilo. Este rio toca em apenas 4% das terras do Egito, fazendo do Egito um dos lugares mais abarrotadas do mundo.
Cairo, a capital da nação, é a maior cidade árabe e a maior cidade da África. É tão apinhada que as pessoas moram em prédios cuja construção nem está terminada ainda. Apesar de tudo, os egípcios são conhecidos por seu ótimo senso de humor e hospitalidade.
CIDADES DO EGITO (PRINCIPAIS)Cairo, El Gîza, Alexandria.
Produtos Agrícolas: algodão em pluma, arroz, trigo, cana-de-açúcar, milho, tomate.
Mineraçãopetróleo, gás natural, manganês, sal de fosfato, minério de ferro, urânio, carvão.
Indústriaalimentícia, refino de petróleo, têxtil.


Uma onda de protestos  acontecem no Egito,
 desde o dia 25 de janeiro. 
O atual presidente egípcio, Hosni Mubarak, a 30 anos  dirige o país. Mubarak, como presidente, é o chefe de Estado do Egito, enquanto o primeiro-ministro é o chefe de governo. O primeiro-ministro e o gabinete de ministros são indicados pelo presidente - que pode desfazer esse gabinete e convocar novos membros.
Os manifestantes que foram às ruas da capital, Cairo, e de outras cidades do país, exigem a saída dele do poder.
Os protestos, que se espalham pelo país, têm o objetivo de forçar a saída de Mubarak - no poder desde 1981.
O governo tenta conter os protestos que iniciaram dia 25 de janeiro, através de medidas como toques de recolher e bloqueio de telefonia e da internet. O toque de recolher foi decretado dia 28 de janeiro e vai das 16h (11h em Brasília) às 8h (3h em Brasília). As Forças Armadas já pediram à população egípcia que evite participar de manifestações públicas e respeite o toque. Parte da telefonia celular no país vai sendo gradualmente restaurada, mas a internet ainda está bloqueada.
Os egípcios se queixam do desemprego, da corrupção e do autoritarismo. Um funcionário do governo norte-americano disse que os protestos são 'uma grande oportunidade' para que Mubarak, um dos principais aliados dos EUA na região, promova reformas políticas.


Segundo o site de  Zero Hora: Uma receita explosiva para qualquer governante desafia o ditador do Egito, Hosni Mubarak: inflação de dois dígitos, desemprego, corrupção endêmica e sistema político asfixiante. Os jovens, maioria no país e sem perspectivas de melhoria de vida, engrossam os protestos contra o regime de Mubarak, que já dura 30 anos.
Veja a cronologia:


De 17 a 20 de janeiro de 2010:Tudo teve início quando em  homem de 50 anos toca fogo em si mesmo em frente ao Parlamento, no Cairo, numa possível reprodução do suicídio de um jovem tunisiano em meados de dezembro que desencadeou a revolta e subsequente derrubada do presidente Zine El Abidine Ben Ali. Nos dias seguintes, mais três egípcios fazem o mesmo — um deles, de 25 anos, não resiste aos ferimentos e morre.


Dia 25 de janeiro:
Insuflados pelo líder da oposição, Mohamed ElBaradei, milhares de pessoas tomam as ruas do Egito pedindo a renúncia do presidente do país, Hosni Mubarak. Nos confrontos com a polícia, dois manifestantes morrem em Suez e um policial é morto no Cairo.

Dia 26 de janeiro:
As manifestações se espalham dos grandes centros para cidades menores, aumentando em número e violência. No Cairo, um policial e um manifestante são mortos, enquanto em Suez 55 protestantes e 15 homens da força anti-motim são feridos.

Dia 27 de janeiro:
Diante do saldo violento, com mais um jovem morto em Sinai, a Casa Branca cobra providências do governo do Cairo para evitar os embates, enquanto a União Européia chama atenção para o direito de protestas da população.

Dia 28 de janeiro:
O saldo da violência chega a 13 mortos, centenas de feridos e quase mil presos. Os protestos aumentam e manifestantes tocam fogo no prédio do governo em Alexandria e na sede do Partido Democrático Nacional. Os serviços de internet são derrubados e ElBaradei diz que está pronto para liderar a transição, enquanto Mubarak impõe toque de recolher e promete reform
as.



Dia 29 de janeiro:

O presidente egípcio, Hosni Mubarak, designou um vice-presidente, o chefe da inteligência Omar Suleiman, pela primeira vez em 30 anos, e um novo primeiro-ministro, ambos com cargo de general, para tentar sufocar a rebelião já deixa mais de 90 mortos.

Dia 30 de janeiro:

O presidente egípcio, Hosni Mubarak, visitou um centro de operações do exército e ordenou que o toque de recolher no Cairo, Alexandria e Suez seja ampliado em uma hora. O toque de recolher, instaurado na sexta-feira devido aos protestos da população para exigir a renúncia de Mubarak, foi gradualmente ampliado, mas não é respeitado pela população. Neste domingo, as autoridades egípcias ordenaram à polícia antimotins que volte a atuar em todo o país, depois de dois dias nos quais esteve virtualmente ausente, quando ocorreram diversos saques enquanto o exército lidava com uma revolta popular.

Dia 31 de janeiro:
O movimento contra o regime convocou uma greve geral por tempo indeterminado. Durante a manhã, a emissora estatal egípcia anunciou a formação de um novo governo no país, substituindo o governo dissolvido na sexta-feira. Na mudança mais significativa, o criticado ministro do Interior — responsável pelas forças de segurança — foi substituído.

O exército anunciou que não usará a força contra os manifestantes e declarou que considera as demandas do povo "legítimas". O último provedor de internet egípcio ainda em funcionamento, o Grupo Noor, caiu nesta segunda-feira, deixando o país sem acesso à rede.

Curiosidade: