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sábado, 13 de março de 2010

TERREMOTOS NO BRASIL?


Tremores de terra ou abalos causados pela liberação de energia acumulada no interior da crosta terrestre não são raridades aqui.


Ao contrário: o território nacional sofre cerca de 90 tremores todos os anos. Incomuns, na verdade, são os sismos de grande magnitude porque o país está em uma zona intraplacas tectônicas, com maior estabilidade, afastado das zonas de contato ou de separação de plataformas (veja a ilustração ao lado, que também indica, com as setas vermelhas, o sentido de movimento das placas).


Essas áreas de contato são muito instáveis, como é o caso do arquipélago japonês, que sofre com abalos fortes.

Mas grandes terremotos já foram registrados aqui.


Em 1955, em Mato Grosso, um sismo atingiu 6,2 graus na escala Richter. Ele teria sido devastador se tivesse ocorrido em uma área mais povoada.


*** Quer saber mais?

** O que são terremotos e como se mede sua intensidade?



** O que é um tsunami?

** Um deles pode atingir o Brasil? Leia aqui:








quarta-feira, 10 de março de 2010

Terremoto do Chile deslocou cidades


Ainda sobre o terremoto que assolou o Chile no dia 27 de fevereiro deste ano de 2010:

Segundo o jornal Zero Hora de Porto Alegre, edição do dia 10/03/10, a terra tremeu e, por isso, parte do planeta saiu do lugar.

O violento terremoto de 8,8 graus na escala Richter que sacudiu o Chile deslocou a cidade de Concepción 3,04 metros no sentido oeste.

Já Santiago, a capital chilena, moveu-se 27,7 centímetros para oeste, segundo estudo da Universidade do Estado de Ohio e da Universidade do Havaí, ambas dos EUA, com base em medições por satélite.

O fenômeno se deve à reacomodação das placas tectônicas, sobre as quais ficam os continentes e oceanos.
O terremoto no Chile moveu até a capital da Argentina, Buenos Aires, de dois a quatro centímetros para oeste.

As Ilhas Malvinas (Falklands), no Atlântico Sul, também se mexeram.

O estudo indica pequenas alterações – de milímetros – até no território brasileiro, em cidades como Fortaleza.

O trabalho não cita, especificamente, o Rio Grande do Sul ou cidades gaúchas.

O geólogo Antonio Pedro Viero, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), diz que, mesmo que tenham ocorrido deslocamentos mínimos no Estado, não haveria motivo para apreensão. Segundo ele, trata-se de uma reacomodação natural, que não representa perigo para as pessoas.

Ele explica também que um deslocamento no Chile não implica necessariamente um “empurrão” no mesmo sentido em uma região próxima, já que as placas têm descontinuidades físicas.– Houve, simplesmente, uma reacomodação geral em razão do tremor.

Como há, hoje, técnicas muito apuradas de medição, deslocamentos mínimos são percebidos – afirma ele.

O professor de Geofísica da Universidade de Brasília (UnB) João Willy Rosa questionou a informação de que o terremoto poderia ter tido impacto sobre a posição da cidade de Fortaleza, mas afirmou que a magnitude do abalo justifica a alteração observada no Chile.– Na Califórnia, por exemplo, você vê fotos de locais onde havia uma cerca cortada por uma falha geológica. Depois que houve um tremor, um buraco se abriu nessa cerca – diz Willy Rosa.

Queres saber mais?

http://www.agencia.fapesp.br/materia/11873/divulgacao-cientifica/terremoto-desloca-cidades.htm


Fonte:
http://wp.clicrbs.com.br/expedicaochile/?topo=13,1,1,,,13



terça-feira, 2 de março de 2010

Terremoto no Chile



O terremoto que atingiu o Chile na madrugada do dia 27/02/2010, durou cerca de cerca de um minuto e ocorreu às 3h34, com 8,8 graus de magnitude, atingiu a região central do Chile, perto de Concepción, 400 km ao sul de Santiago. O epicentro do tremor foi localizado no mar, a 35 km de profundidade, em Maule, a 99 km da cidade de Talca.

Na capital do Chile, a 325 km de distância, o terremoto estremeceu diversos prédios e vários lugares do Chile ficaram sem energia. Com medo, muitos chilenos saíram às ruas desesperados.

O forte terremoto pode ter movido o eixo da Terra e encurtado a duração dos dias, segundo cientistas da Agência Espacial Americana (Nasa).

O pesquisador Richard Gross e seus colaboradores do Laboratório de Propulsão da Nasa avaliaram, com a ajuda de computadores, de que forma o abalo de 8,8 graus na escala Richter poderia ter alterado a rotação do planeta.


De acordo com o estudo, o tremor fez com que um dia na Terra passasse a ter 1,26 microssegundos - um microssegundo é a milionésima parte de um segundo - a menos.

Os cientistas também chegaram à conclusão de que o eixo da Terra - sobre o qual a massa do planeta se mantém equilibrada e que é diferente do eixo norte-sul, de polo a polo - mudou em 2,7 milissegundos (cerca de oito centímetros).
O mesmo modelo de cálculo foi usado para fazer a mesma avaliação no caso do terremoto que atingiu a ilha de Sumatra (Indonésia) em 2004. Por causa daquele tremor de 9,1 graus na escala Richter, os dias foram reduzidos em 6,8 microsegundos, e o eixo do planeta sofreu redução de 2,32 milisegundos - cerca de 7 centímetros.
Gross afirmou que apesar do terremoto no Chile ter sido menor do que aquele, provocou mais alteração no eixo terrestre por ter ocorrido mais longe da linha do equador, e porque a falha geológica na qual aconteceu o terremoto chileno foi mais profunda e ocorreu em um ângulo ligeiramente mais acentuado do que a responsável pelo terremoto de Sumatra.
O planeta Terra é coberto por uma camada formada por terra e rochas chamada de crosta terrestre ou litosfera. Esta crosta não é lisa e uniforme, mas sim irregular e composta por placas tectônicas. Estas placas não são fixas, pois estão sob o magma (rocha fundida de alta temperatura).
Estas placas tectônicas estão em constante movimento, exercendo pressão umas nas outras. Muitos terremotos são ocasionados pela energia liberada pelo choque entre estas placas. Regiões habitadas, que estão situadas nestas áreas, recebem maior impacto destes terremotos.